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Como a internet pode influenciar as eleições no Brasil?


É por meio do Facebook, Youtube, Instagram, Twitter, WhatsApp e Linkedin que 59,5% dos eleitores pretendem acompanhar as publicações dos seus candidatos à Presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados, governos estaduais e assembleias legislativas. Os dados são de uma pesquisa encomendada pela consultoria Bites ao instituto Ideia Big Data.

 

Tais números demonstram que, depois da televisão, apontada por 53,6% dos entrevistados como a primeira fonte de informação consultada sobre política, sites de notícia e redes sociais, como o WhatsApp, também são usados para essa finalidade, o que representa a grande influência da internet nas eleições deste ano. Além do mais, há aproximadamente 236 milhões de telefones celulares em uso no País e, para 43,4% dos brasileiros maiores de 18 anos que acessam a rede por esses dispositivos móveis, é através das mídias sociais que planejam definir seus candidatos.

 

Para o advogado especialista em direito digital, Rafael Maciel, não há dúvidas do poder da internet nestas e nem nas futuras eleições. “Exemplo disto são as fake news, que se tornaram tema frequente no cenário atual. Afinal, os candidatos temem ter sua candidatura comprometida por informações falsas difundidas online, capazes de interferir na opinião pública, e o TSE de que elas afetem a integridade do processo democrático”, afirma Maciel.

 

A força do ambiente digital fica ainda mais clara com o cruzamento da quantidade de indecisos (que corresponde a 42% do eleitorado, segundo o instituto DataPoder360) com a população nacional que, todos dias, navega cerca de 9 horas e 14 minutos na web, conforme levantamento da agência We Are Social e da plataforma Hootsuite.